
Fico olhando as luzes dos postes formando um único rastro. Como um fio de lã neon. Rápido demais.
Uma mulher dirige o carro. Com o olhar entre o asfalto iluminado e um pouco mais além, um ponto de fuga, penso. Fisicamente ela é a mesma. Os mesmos olhos. O cabelo escuro. Ondulado. Ela não falou mais nada desde que entramos no carro. Mas eu não a reconheço completamente. Talvez eu tenha perdido alguma referência. Esquecido os atalhos de significações.
Recosto o banco, tento olhar só pro teto imóvel. Nesse instante, acredito estar viajando no tempo, numa máquina cyberpunk. Voltando pra mim mesmo. Um tempo interior. Onde eu ainda posso senti-la próxima. Onde muito de nossa fé ainda não nos tinha abandonado.
O dia começa a nascer e seu rosto é uma luz suave. Só consigo pensar em néctar, não consigo pensar em flores. Estou quase dormindo e estou com medo de esquecer o que sentia, de perder o sentido das coisas que falei. Permaneça nos meus sonhos. Levemente inalterada. Como eu gosto de lembrar.
Uma mulher dirige o carro. Com o olhar entre o asfalto iluminado e um pouco mais além, um ponto de fuga, penso. Fisicamente ela é a mesma. Os mesmos olhos. O cabelo escuro. Ondulado. Ela não falou mais nada desde que entramos no carro. Mas eu não a reconheço completamente. Talvez eu tenha perdido alguma referência. Esquecido os atalhos de significações.
Recosto o banco, tento olhar só pro teto imóvel. Nesse instante, acredito estar viajando no tempo, numa máquina cyberpunk. Voltando pra mim mesmo. Um tempo interior. Onde eu ainda posso senti-la próxima. Onde muito de nossa fé ainda não nos tinha abandonado.
O dia começa a nascer e seu rosto é uma luz suave. Só consigo pensar em néctar, não consigo pensar em flores. Estou quase dormindo e estou com medo de esquecer o que sentia, de perder o sentido das coisas que falei. Permaneça nos meus sonhos. Levemente inalterada. Como eu gosto de lembrar.