Ano passado, eu atravessava a rua, trazia nas costas um violão. Parei dois minutos, comprei uma cerveja. Olhava o movimento dos passantes enquanto me esfriava o primeiro gole.
Existem dois tipos de mortos. A diferença é que enquanto uns desaparecem totalmente, outros ainda estão por aí, cruzando a calçada enquanto damos o primeiro gole em uma cerveja.
É uma sensação absurda, feita sob medida para arrepiar toda a perna, indo pelo pescoço e atrás da orelha. Flechas que atingem o alvo. Esfrego a mão nos olhos, borrados pela surpresa.
Achei que passariamos translúcidos um pelo outro. Somos fantasmas em nossos corpos imateriais - são lembranças em acordes confusos de saudade.
Existem dois tipos de mortos. A diferença é que enquanto uns desaparecem totalmente, outros ainda estão por aí, cruzando a calçada enquanto damos o primeiro gole em uma cerveja.
É uma sensação absurda, feita sob medida para arrepiar toda a perna, indo pelo pescoço e atrás da orelha. Flechas que atingem o alvo. Esfrego a mão nos olhos, borrados pela surpresa.
Achei que passariamos translúcidos um pelo outro. Somos fantasmas em nossos corpos imateriais - são lembranças em acordes confusos de saudade.
