
Tranco o porão depressa. Lá fora, explosões. Os destroços dançam, escrevem seus ritmos no ar. Poeira e fumaça enevoam ao redor e refletem o brilho de fogos, estilhaços de luz. A terra treme. Me refugio nos lençóis. Tenho medo e tapo os ouvidos. Em algum momento, porque nada é sem fim, se cala a multidão chorosa. Minha alma permanece atenta. Faz silêncio e adormeço, mas nada acalma meu coração.