Ás vezes me preocupa. Às vezes deixo passar. As pessoas mais próximas a mim vivem em uma linha instável, um fio de nylon desgastado de um violão. Nem ao menos posso apoiá-las, tão frágil o equilíbrio que as mantém. Às vezes me sinto impotente, às vezes finjo que nem ligo. Consigo relativizar tudo, as razões mais e menos ajuizadas, porque sou meio assim, sem ortodoxia. Lançam-me as mãos em socorro. Então, jogo uma bóia branca e vermelha amarrada a uma corda. Erro seguidamente o alvo, hora por falta de mira, hora por querer. Talvez, seria mesmo melhor, elas nem precisem de mim.
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