2005, Setembro, BrasilConto apenas mentiras. Não são mentiras leves, de pouca imaginação. Que desafio há, senão o do labirinto? Menti, e ainda o faço, sobre minha tristeza, quando esta é apenas a fantasia de um vazio imenso. Farsante, oculto, furtivo.
Minto sobre a ruína que se tornaram meus dias, sobre os quais se esboçam anos, talvez mais. Nem aniversários, nem bailes ou parques de diversões adiantaram, tampouco seu sorriso. São farrapos, comparados à decadência da qual sou hospedeiro.
Caio e sigo ainda. Minto: são camadas e camadas. Vidros trincados. Te amo, embora não te ame, porque é essa a verdade. Não faço por mal, penso. Não sou um monstro. Essa ilusão, na verdade, é só que existe.
-Théo
Um comentário:
Essa assinatura no final foi o tapa na cara.
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