Primeiro o abraço. Então fecho os olhos, aperto os braços ao seu redor e cruzo os dedos, desejando no seu ouvido qualquer coisa boba. Como se sorte tivesse alguma coisa a ver com a gente. Um pássaro canta, alça voo. Circula, plana e some.
Faz frio, mas usamos roupas leves. Tremendo, estamos no topo de uma montanha. Abro a boca, levanto a cabeça, ponho a língua pra fora. Flocos de afeto, falo de boca cheia. Você ri porque também sente o gosto.
Ergo as mãos e faço riscos imaginários no ar. Escrevo seu nome no céu e as estrelas que apontei brilham satisfeitas com o batismo de uma nova constelação. Fica escuro, você diz que não tem medo. Sua presença me aquece.
2 comentários:
"Ergo as mãos e faço riscos imaginários no ar." Fazia demais quando era criança.
Fiz um novo blog, seu lindo, olha lá!
http://www.fotografiadevoce.blogspot.com.br/
=*
Liv
Queria poder descongelar também.
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